Porque competimos e como isso pode ser prejudicial?

Desde muito pequena convivi com esse comportamento, no começo eu não entendia a motivação desse tipo de padrão, mas a verdade é que as pessoas apenas são assim e a gente precisa lutar para sobreviver como qualquer outro animal que habita esse planeta. A rivalidade feminina não acontece só em situações de inimizade, há amigas que rivalizam por anos e nem se dão conta.

Muitos psicólogos e psiquiatras associam à seleção natural a competitividade do ser humano. E, embora eu compartilhe do pensamento quando leio pesquisas sobre esse assunto, já estamos distantes dos primeiros humanos, evoluímos muito em muitas coisas e não foi só em tecnologia. Quando uma mulher luta por igualdade de gênero, ela deve lutar também para que outras mulheres não se sintam inferiorizadas por ela. O que estamos fazendo para mudar esse comportamento?

Me motivei a escrever sobre isso, pois eu sempre digo que escolhi uma mensagem positiva nas minhas redes, mas frequentemente vejo aqui no bookstagram, que é um espaço prioritariamente feminino, mulheres feministas que riem das outras (mesmo não sendo exposed), ou tem situações como uma bookstan disse esses dias nos stories que, pessoas vão nos posts dela para fazer comentários negativos sobre a aparência dela ou sobre sua intelectualidade e a mãe dela fica triste e vai defendê-la nos comentários. Porque continuamos com esse comportamento da idade da pedra? Porque criticamos livros onde autores não tem responsabilidade com temas sensíveis, enquanto não respeitamos os espaços umas das outras nas redes? A internet é tão pequena assim que precisamos trocar farpas para crescer, para ter like, para ser melhor que a outra enquanto deveríamos ser melhores para nós mesmas?

Reflita ♥️

Livro de Fantasia para Começar? As Crônicas de Amor e Ódio

Sim, é isso mesmo, se você quer ler fantasia e não sabe por onde começar, a série As Crônicas de Amor e Ódio são um prato cheíssimo de tudo para te fazer apaixonar pelo gênero: tem guerra e lutas, tem líderes tiranos, mocinhas corajosas, príncipe, assassino e inúmeras situações de te deixar sem ar.

Podemos considerar As Crônicas como uma baixa fantasia, pois, embora ele se passe em um lugar fictício e a protagonista tenha um dom especial, não existem tantas diferenças de um mundo antigo que já existiu.


No primeiro livro, The Kiss of Deception, Lia está sendo preparada para seu casamento arranjado, sendo uma obrigação enquanto princesa. Não precisa ser adivinho para saber que ela vai fugir e é aí que todo o desenrolar de toda a série se dá, embora para o reino ela tenha aparentemente feito, pouco caso de sua obrigação como Primeira Filha, é ai que ela descobre o seu verdadeiro povo e propósito.
Essa série não tem o romance como base, então se você espera ler algo com muito hot, muito envolvimento romântico, não é o ponto focal embora tenham casais sendo formados, e você até possa desenvolver simpatia por um dos dois mocinhos do livro. Não é um triângulo de disputa, ninguém brinca com os sentimentos de ninguém e para jovens de 17-20 anos, não são pessoas com ações juvenis ou inconscientes e inconsequentes. Muito se dá pelo contexto em que ambos, de diferentes formas, lutam por um ideal, um povo e por si mesmos.


O segundo livro, The Heart of Betrayal, é um pouco mais parado, o tipo de escrita da Mary costuma deixar os plots mais para o final com uma leitura densa e mais consistente no desenrolar, isso te prende e te deixa ansioso, se você tiver um perfil de leitura que curte que as coisas aconteçam mais rápidas ou terem um plot a cada capítulo, isso não rolará aqui. Mas nesse livro Lia começa a entender seu dom e seu propósito, tem luta, sangue, morte e muitas explicações sobre os reinos.


Porém, tem o livro 3 meus amigos que é o The Beauty of Darkness e aí é dedo no cy e gritaria sim, meus irmãos! É plot para todo lado, muita ação e muita expectativa para saber se Lia vai conseguir atingir o sucesso da sua empreitada, se todos os personagens ficarão vivos, e claro, como boa cachorrinha de romance, se a Lia ficará com alguém no final da história (e sim, meus queridos amantes de romances, ela fica com alguém).
Vi muitas críticas sobre a série, dizendo ser parado, que não tem romance, que deu nota ruim porque a Lia ficou com um personagem que não era quem elas queriam e para ser sincera, algumas coisas são estilo da autora e como sempre digo não tem certo e errado, ou você se conecta com a escrita ou não. E sobre o par romântico de Lia, sinceramente, se ela ficasse sozinha eu ia amar do mesmo jeito, ela é autossuficiente, inteligente, determinada é aquela personagem que você quer ser amiga, quer viver lá na história com ela.


Indico muito para quem nunca leu nenhuma fantasia e quer começar ou para quem quer ler uma fantasia que não precisa decorar grandes árvores genealógicas e personagens com nomes esquisitos.

Essa história tem também um spin off, prelúdio, anexo, o Crônicas de Morrighan. Nele vemos a história de amor que deu origem ao nome do reino em que Lia nasceu, antes que os grandes reinos dos Remanescentes tivessem até mesmo nascido, uma menina chamada Morrighan e sua tribo lutava para sobreviver em meio à guerra e os chamados abutres. Mas não se engane, a Mary judia no nosso coração nessas 120 páginas e entrega tudo: luta, romance e entendimento sobre os tão mencionados por Lia, cânticos de Gaudrel, Venda, Morrighan, Jafir, etc.


Estou doida para ler a história da dinastia dos ladrões, Dance of Thieves e Vow of Thieves, que acontecem no mesmo universo que As Crônicas, mas, são histórias que se passam 6 anos depois.
Sigo ansiosa por aqui, espero que caso você não conheça essa série, eu tenha te convencido a ler ❤

Qual a diferença entre Dark e Bully Romance?

Eu, particularmente, adoro esses gêneros, e, se fosse para definir em poucas palavras os chamaria de “os romances dos anti-heróis”, pois se tem algo que esses personagens não são é santinho.

Bully Romance

Seguindo a premissa de enemies to lovers, os bully romances normalmente tem um mocinho sombrio que torna a vida da mocinha um inferno. Nem todos os livros desse gênero são para todos devido a sensibilidade do conteúdo e o gatilho que já vem no nome. Desta forma, ao imergir nesse gênero é sempre recomendado que vocês verifiquem as recomendações/notas do livro pelo próprio autor para entender se vai ser uma leitura agradável.

Falando por mim, nenhum livro que chega a me causar incomodo ele é avaliado, resenhado até mesmo finalizada a leitura. Ou seja, não entra na minha TBR e muito menos vocês vão me ver panfletando aqui até porque o que gosto nessas histórias, embora comecem sombria, é que ambos tenham a sua redenção.

Alguns bully que são bem avaliados por mim, são:

Dark Romance

Esse é um dos meus gêneros favoritos, também pode deixar algumas pessoas desconfortáveis é importante sempre se atentar a classificação indicativa e aos gatilhos, mas, tem fatores bastante intrigantes nessas histórias.
Um fator importante é que ao contrário do que muita gente pensa, o Dark Romance não é licença para ter um mocinho abusador ou que comete crimes contra a mulher, por exemplo, mas sim, histórias com protagonistas que passam por situações pesadas e que vão contra o senso comum. Comumente essas histórias tratam de temas como sequestro, abuso, vício em drogas, crime, tortura e esses são apenas alguns exemplos do que podemos encontrar. Os personagens se envolvem com outros de moral duvidosa e se vê em meio a situações perigosas e angustiantes.

Sendo assim, além do anti-herói, vamos encontrar algumas situações onde as pessoas que são autoridade e poderosas são criminosas, logo, algumas ações que vão contra tudo que você acredita acontecem e só depois você se dá conta que se viu torcendo por uma pessoa que cometeu atos questionáveis. Temas que são tabu e diversos tipos de violência aparecem com frequência nas histórias e pessoas que vivem no submundo do crime também.

Como eu disse no começo, prefiro histórias com redenção e que não tem uma mocinha fraca, que submete ao mocinho e suas atitudes questionáveis só porque está apaixonada.

Alguns dark que são bem avaliados por mim, são:

Dark e Bully Romance não são licenças para normalizar atitudes de violência nem verbais e físicas, podem acontecer na história, normalmente causadas por um vilão, mas nunca justificando o romance.